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28/02/2019

[007] Pictures and pantings

Eu não tenho talento para as artes. Gosto muito de música, como já deve ter dado para perceber através desta newsletter. Gosto de artes plásticas o suficiente para, certa vez, ter passado quase 12 horas dentro do MoMA. Paralelo a isso, não sei escrever direito, não sei tocar um instrumento, não consigo desenhar ou pintar. Mas acredito que eu consigo tirar fotos razoáveis.

Fotografia é o hobby ao qual mais tempo dediquei nos últimos dois anos. Eu fiz dois cursos, assisti muitos vídeos no YouTube sobre o assunto e estudei a física por trás das lentes e dos equipamentos. Comprei livros. Pratiquei razoavelmente. Acho que meu instagram mostra como evoluí nos últimos tempos.

Acredito que nunca irei conseguir usar a fotografia para me sustentar. Ela nunca vai passar de um hobby. Além disso, a competição na Estatística é bem menor e ela já cumpre bem este papel de ser meu sustento. 

Se eu fosse rankear as três melhores fotos que bati, eu escolheria estas:

Estas fotos não possuem um tema em comum, não fazem parte de um ensaio ou projeto artístico, pois tenho me interessado e desinteressado por diferentes assuntos em relação às fotos que bato. Mas acho que elas exibem bons resultados que obtive com fotografia de rua, meu assunto favorito dentro da fotografia.
 

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Pictures and Paintings é uma canção do Jupiter Apple, maior artista gaúcho de todos os tempos. Em 1997 ele lançou o fundamental A Sétima Efervescência, um disco de músicas sessentistas em plena Porto Alegre da virada do milênio.

À primeira vista, A Sétima Efervescência parece algo datado, deslocado no tempo. Apesar de soar moderno em alguns momentos, ele não é um disco que poderia ser considerado revolucionário para a época. Afinal, 1997 é o ano de OK Computer: nossos olhos deveriam estar olhando para o futuro, não para o passado.

Mas, tal qual um Pierre Menard do Bom Fim, Júpiter não emula um músico dos anos 1960: ele se tornou um músico daquela época durante a gravação do álbum. A grande característica que A Sétima Efervescência tem é, justamente, ser um disco composto e executado por um homem dos anos 60, descendente direto do legado de Syd Barrett, vivendo na Porto Alegre dos anos 90.

É uma pena que ele nunca tenha tido o reconhecimento que mereceu. Na verdade, o que aconteceu comele foi pior do que isso, pois ele virou piada em seus últimos anos de vida. Aparecia quase sempre chapado em público, principalmente quando ia à MTV Brasil. 
 

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