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07/03/2019

[008] Dia santo é pra tomar veneno fabricado e vendido

Diz a lenda que o criador do espumante foi um monge beneditino francês chamado Pierre Pérignon. Talvez vocês já tenham ouvido o nome pelo qual ele ficou conhecido na história: Dom Pérignon.


O cara da foto acima viveu na França entre 1634 e 1715. A sua família paterna possuía vários vinhedos na região de Champagne. Após ser ordenado monge, Pierre Pérignon viveu alguns anos na Abadia de Saint-Vanne, até que aos 34 anos foi transferido para a Abadia de Saint-Pierre d’Hautvillers. Lá ficou até morrer, responsável pelo que seria o almoxarifado da abadia. Durante este tempo, ele foi responsável por dobrar a área ocupada pelas uvas nas plantações que administrava e por melhorar a qualidade do vinho produzido pelos monges.  

Um dia, ao descer até a adega, encontrou uma garrafa velha, empoeirada pelo tempo. Ao tirar a rolha e experimentar seu conteúdo, sentindo o líquido borbulhante tocar seus lábios, teria exclamado:

- Venham rápido irmãos, estou bebendo estrelas!

Por mais fascinante que seja esta história, ela não é verdade. Esta é uma peça publicitária da Moët & Chandon, proprietária da marca Dom Pérignon, lançada no final dos anos 1800. A verdadeira criação da champagne tem mais a ver com ingleses cafonas do que com o cara que nomeia a marca mais famosa desta bebida.
 

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Dom Pérignon, a figura histórica, produzia sim vinhos. E entendia muito do assunto. Ao ter maus resultados na produção de vinho branco a partir de uvas brancas, ele descobriu que poderia produzir muito bem este tipo de vinho utilizando pinot noir, uma variedade tinta. Esta mudança no preparo melhorava o sabor do vinho, reduzia a sua volatilidade e evitava que ele produzisse gases indesejados.

Deu tudo tão certo que o vinho produzido por Dom Pérignon ficou famoso na Inglaterra, para onde era importado pela aristocracia. Ocorre que, devido ao inverno mais rigoroso na França, este vinho não fermentava completamente na sua região de origem. Ao cruzar o Canal da Mancha em barris de madeira, a bebida aquecia e se agitava. Além disso, ao chegar em solo inglês, era acondicionado em garrafas, para só então ser consumido.

Este processo fazia o vinho voltar a fermentar, mas agora dentro das garrafas inglesas. Com isso, gás carbônico era formado e alterava algumas das propriedades do vinho. E a galera que importava estes vinhos achava o máximo estas bolhas, que eram novidade para eles. Assim, o vinho francês que dava errado ao chegar na Inglaterra, acabou conquistando os ricos de lá.

E foi assim, com um vinho que deu errado, que a champagne surgiu.
 

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Fiquei sabendo desta história num podcast muito bom chamado Our Fake History. Recomendo a todos.
 

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Não sei se é por causa de alguma mudança na relação que a sociedade como um todo teve em relação aos animais nos últimos anos ou se é a quantidade maior de casais sem filhos, mas a ~economia pet~ vai de vento em popa aqui em Natal. Tem muitas pet shops, hospitais veterinários e eventos para cães espalhados pela cidade.

Por exemplo, ontem à tarde, na Quarta-Feira de Cinzas, rolou um baile de Carnaval para cães no shopping ao lado da minha casa. Meu cachorro e eu não fomos, mas pelo que vi na rua o evento foi um sucesso. Vários tutores foram ao evento com os seus dogs.

Depois que o baile acabou, por volta das 18:00, eu saí pra passear com o Fisher. Meu cachorro é adestrado. Excetuando um ou outro xixi que ele faz durante a madrugada, no banheiro dele, o Fisher deixa para fazer as suas necessidades na rua. O Fisher é um cachorro macho, não-castrado, que adora marcar território. Ele tem prazer em fazer tanto o número 1 quanto o número 2 pelos postes do bairro. É como se o passeio vespertino diário que ele faz fosse seu próprio Woodstock: o maior evento que ocorre na vida dele, pelo menos até o próximo passeio.

Não obstante, ele guarda o máximo de resíduos líquidos e sólidos possível para descarregar tudo na rua. Eu já fiz o teste: teve dias em que ele saiu de casa com 8,0kg e voltou com 7,7kg. Proporcionalmente, é como se alguém de 80kg cagasse e mijasse 3kg em meia hora. É muito resíduo.

Agora imagine que meu cachorro, aquele que curte fazer suas necessidades na rua e que estava de bexiga cheia e intestino carregado, saiu de casa depois de 24 sem fazer xixi ou cocô. Aí chegou na rua e sentiu os cheiros dos outros cães, que passaram horas no shopping. Imagine o grau de excitação do meu cachorro com os cheiros que ele sentiu.

Não vou descrever em detalhes como o aparelho excretor do Fisher se comportou durante esta situação, mas imagine que parecia uma máquina de fazer churros desregulada, que despejava massa crua sem parar.
 

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Suspenso no Espaço é uma música da banda Acústicos e Valvulados. Outra banda gaúcha, fez muito sucesso no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Seu repertório consistia de canções simples, como esta que linkei no início deste parágrafo, e que provavelmente eu não gostaria se conhecesse hoje, mas das quais guardo boas lembranças.
 

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