"La teología es una reflexión sobre la fe, y la fe lo que tiene que hacer es movilizar a las personas para cambiar." (Gustavo Gutiérrez Merino)

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Sim, o Senhor é um Deus que acaba com as guerras (Judite 16,2) Ele será juiz entre as nações e árbitro de povos numerosos. Mudarão suas espadas em relhas de arado e suas lanças, em foices; uma nação não levantará a espada contra a outra, nem mais se treinarão para a guerra. (Isaías 2,4)
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A beata Benigna Cardoso da Silva nasceu no Ceará em 15 de outubro de 1928, a caçula de quatro filhos de José Cardoso da Silva e sua esposa Teresa Maria da Silva. Seu pai faleceu pouco antes de seu nascimento, e sua mãe morreu quando ela tinha um ano de idade. Os irmãos de Benigna chamavam-se Carmélia, Alderi e Cirineu. Posteriormente, suas irmãs Rosa e Honorina Sisnando adotaram Benigna e seus irmãos.
Na infância, ela gostava de passear com os irmãos e fazer piqueniques sempre que possível, além de ajudar nas tarefas domésticas. Frequentava a missa regularmente e era conhecida por sua grande devoção. Não existem fotografias dela, mas contemporâneos a descreveram como sendo de estatura mediana, magra, com rosto redondo e queixo fino. Também foi descrita como tendo olhos e cabelos castanhos, e um leve estrabismo em um dos olhos.
Benigna passou a ser assediada sexualmente por Raul Alves Ribeiro, um rapaz de 17 anos, residente na vizinhança do Sítio Oitis, sendo sempre rejeitado por ela. A jovem procurou a orientação do pároco da cidade, padre Cristiano Coelho Rodrigues, que a aconselhou a resistir firmemente e lhe presenteou com um livro ilustrado sobre histórias bíblicas.
Raul continuou insistindo, cada vez mais violento. Depois de várias tentativas sem sucesso, na tarde de 24 de outubro de 1941, ao saber que Benigna iria buscar água numa cacimba próxima de sua casa, ele decidiu esperá-la, escondido na vegetação. Ele a surpreendeu e tentou agarrá-la à força. Benigna, então com 13 anos, resistiu e o rapaz, tomado pela fúria, sacou de um facão que trazia consigo e a golpeou várias vezes. O primeiro golpe cortou três dedos da mão direita da menina, que esboçou um gesto automático de defesa. O segundo atingiu a testa; o terceiro, os rins; e o quarto e fatal, no pescoço, que praticamente a degolou.
Ao tomar consciência de sua ação, Raul evadiu-se. O corpo de Benigna foi encontrado por seu irmão Cirineu, que havia saído à sua procura. O cadáver foi então levado para ser periciado e sepultado na manhã do dia seguinte no Cemitério Público São Miguel. A polícia conduziu uma investigação que durou dias. Alguns suspeitos foram presos, inclusive Cirineu, até que Raul fosse finalmente capturado. Ele foi levado para um abrigo de menores em Fortaleza e cumpriu pena. Cinquenta anos depois, ele retornou ao local do crime, que se tornara um ponto de peregrinações, e se declarou arrependido.
Copiado dos artigos das wikipedias em espanhol e em português sobre a beata.
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Copiada do Instagram
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... a autoridade tem sua origem no Criador. Isto não significa que alguma pessoa detenha o poder por direito divino. Deus não legitima o poder de ninguém: a função de designar e organizar a autoridade é uma função humana. Porém, "é desígnio de Deus que haja uma autoridade na sociedade" (P., 499).
(Fé Cristã e Compromisso Social, p. 97)
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(Salmo 45/46, 9-10)
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Jesus rejeita o poder opressivo e despótico dos grandes sobre nações (cf. Mc 10, 42) e suas pretensões de fazerem-se chamar benfeitores (cf. Lc 21, 25), mas nunca contesta diretamente as autoridades de seu tempo. Na diatribe sobre o tributo a ser pago a César (cf. Mc 12, 13-17; Mt 22, 15-22; Lc 20, 20-26), Ele afirma que se deve dar a Deus o que é de Deus, condenando implicitamente toda tentativa de divinizar e de absolutizar o poder temporal: somente Deus pode exigir tudo do homem. Ao mesmo tempo o poder temporal tem o direito àquilo que lhe é devido: Jesus não considera injusto o tributo a César.
Jesus, o Messias prometido, combateu e desbaratou a tentação de um messianismo político, caracterizado pelo domínio sobre as nações (cf. Mt 4, 8-11; Lc 4, 5-8). Ele é o Filho do Homem que veio «para servir e entregar a própria vida» (Mc 10, 45; cf. Mt 20, 24-28; Lc 22, 24-27). Aos discípulos que discutem sobre qual é o maior, Jesus ensina a fazer-se último e a servir a todos (cf. Mc 9, 33-35), indicando aos filhos de Zebedeu, Tiago e João, que ambicionam sentar-se à Sua direita, o caminho da cruz (cf. Mc 10, 35-40; Mt 20, 20-23).
Eu copiei da Doutrina Social da Igreja, mas agora não dá pra ver as referências.
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“Eu diria que O Anti-Édipo (possam seus autores me perdoar) é um livro de ética, o primeiro livro de ética que se escreveu na França desde muito tempo (é talvez a razão pela qual seu sucesso não se limitou a um “leitorado” particular: ser Anti-Édipo tornou-se um estilo de vida, um modo de pensamento e de vida).
Como fazer para não se tornar fascista mesmo (e sobretudo) quando se acredita ser um militante revolucionário? Como livrar do fascismo nosso discurso e nossos atos, nossos corações e nossos prazeres? Como desentranhar o fascismo que se incrustou em nosso comportamento?
Os moralistas cristãos buscavam os traços da carne que se tinham alojado nas dobras da alma. Deleuze e Guattari, por sua vez, espreitam os traços mais íntimos do fascismo no corpo.Prestando uma modesta homenagem a São Francisco de Sales, poderíamos dizer que O Anti-Édipo é uma introdução à vida não fascista.
Essa arte de viver contrária a todas as formas de fascismo, estejam elas já instaladas ou próximas de sê-lo, é acompanhada de certo número de princípios essenciais, que resumirei como segue [neste link para o Geledés, de onde eu copiei este texto]
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Mythos e logos eram indispensáveis para o mundo pré-moderno. Dependiam um do outro para não empobrecer. Contudo eram essencialmente distintos, e considerava-se perigoso confundir seus discursos. Cada qual tinha sua função. O mito não era racional; suas narrativas não comportavam demonstrações empíricas. O mito fornecia o contexto que dava sentido e valor às atividades práticas. Tomá-lo como base de uma política pragmática podia ter conseqüências desastrosas, porque o que funcionava bem no mundo interior da psique não se aplicava necessariamente aos assuntos do mundo exterior. Por exemplo, ao convocar a primeira cruzada, em 1095, o papa Urbano II agiu no plano do logos. Queria que os cavaleiros europeus parassem de lutar entre si e de dividir a cristandade ocidental e fossem gastar suas energias numa guerra no Oriente Médio e ampliar o poder da Igreja. No entanto, quando essa expedição militar se misturou com mitologia popular, textos bíblicos e fantasias apocalípticas, o resultado foi catastrófico do ponto de vista prático, estratégico e moral. Durante o longo período das cruzadas seus participantes prosperaram sempre que o logos prevaleceu. Tiveram bom desempenho no campo de batalha, fundaram colônias viáveis no Oriente Médio e aprenderam a relacionar-se satisfatoriamente com a população local. Quando começaram a basear sua conduta numa visão mítica ou mística, amargaram freqüentes derrotas e cometeram terríveis atrocidades.
(Karen Armstrong, Em nome de Deus — Copiado de um PDF, portanto eu não sei as páginas.)
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O Holocausto se tornaria um ícone do mal nos tempos modernos. Foi um subproduto da modernidade que, desde o início, envolveu com freqüência atos de limpeza étnica. Os nazistas utilizaram em seu programa de extermínio muitas das ferramentas e das conquistas da era industrial. Os campos de concentração constituíram uma hedionda paródia da fábrica, incluindo até a chaminé industrial. Fizeram pleno uso das ferrovias, recorreram à avançada indústria química, contaram com uma burocracia e uma administração eficientes. O Holocausto foi um exemplo de planejamento científico e racional, em que tudo se subordina a um único objetivo, limitado e claramente definido. Fruto do moderno racismo científico, o Holocausto foi à última palavra da engenharia social na chamada cultura "do jardim" [uma ideia semelhante ao higienismo social] do século XX. A própria ciência esteve profundamente implicada nos campos de extermínio e nos experimentos eugênicos ali realizados. O Holocausto mostrou, no mínimo, que uma ideologia secularista podia ser tão mortífera quanto uma cruzada religiosa.
(Karen Armstrong, Em Nome de Deus — Copiado de um PDF, portanto eu não sei as páginas.)
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Blog/newsletter de teologia (experimental) com textos ou que eu tenha escrito, ou que eu tenha copiado de outros lugares, quase sempre sobre teologia, que nesse caso é experimental porque a graduação pura e simples em teologia não faz de uma pessoa uma teóloga, mas em compensação dá condições de montar um laboratório de teologia. Se fosse para dar um motivo de querer escrever tanto assim, só daria para parafrasear o Motivo de Cecília Meireles: eu escrevo porque a escrita existe, e a minha vida segue aflita. Não sou alegre nem triste - sou escriba.
Créditos: A imagem de Jesus quebrando uma arma é uma xilogravura chamada "Cristo Quebra o Fuzil" (Christus zerbricht das Gewehr), criada pelo artista alemão Otto Pankok em 1950 que eu não de de onde eu tirei. A imagem da serva de Deus Dorothy Day é da Wikimedia e a da menina Benigna eu não sei nem de quem é nem de onde eu tirei.
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