E aí, IA? logo

E aí, IA?

Arquivo
Inscrever-se
19 de Junho de 2026

E aí, IA? – Resumo do dia 19/jun/2026

E aí, IA?

E aí, IA?

Bom dia! A edição de hoje junta três movimentos que estão redefinindo o “produto” em AI: (1) modelos e agentes virando infraestrutura de trabalho contínuo, (2) a criatividade ganhando automação dentro de ferramentas tradicionais (vídeo e design) e (3) AI chegando com mais força ao consultório — com promessas e riscos bem concretos.

Na edição de hoje:

  • 🩻 Midjourney aposta em hardware médico e anuncia um scanner corporal em formato de “spa”
  • 🤝 OpenAI contrata Noam Shazeer, um dos autores do paper que popularizou transformers
  • 🎬 Palmier lança editor de vídeo “AI-native” com Claude/Codex dentro do app
  • 🩺 OpenAI usa modelo de reasoning para ajudar médicos a fechar 18 diagnósticos raros
  • 🧩 Kimi Work ganha “Goal Mode” para agente de desktop trabalhar 24/7
  • 🧠 Adobe expande o Firefly AI Assistant para executar tarefas multi-apps

🩻 Midjourney muda de rota e apresenta scanner corporal com ambição de “spa”

A Midjourney, conhecida por gerar imagens a partir de texto, surpreendeu ao revelar um projeto de hardware médico: o Midjourney Scanner, uma máquina que usa sensores ultrassônicos em um anel para capturar um mapeamento do corpo inteiro em cerca de 60 segundos. A proposta é colocar o usuário em um ambiente com água, “descendo” pelo anel de ultrassom para coletar imagens rápidas e detalhadas, com a empresa sugerindo que a nitidez pode rivalizar com exames mais complexos — mas em muito menos tempo.

O plano vai além do dispositivo: a Midjourney quer criar unidades próprias chamadas “Midjourney Spa” a partir de 2027, começando por San Francisco (Union Square), combinando múltiplos scanners com experiências típicas de bem-estar, como sauna e banhos frios/quentes. A iniciativa foi construída em colaboração com a Butterfly Network, conhecida por chips e soluções de ultrassom, e reabre a discussão sobre como startups de AI podem “pular” do software direto para produtos físicos de alto impacto.

Detalhes

  • O scanner usa um anel de sensores ultrassônicos e um processo subaquático para acelerar a captura de imagens do corpo inteiro.
  • A empresa mira um tempo de varredura de ~60 segundos e posiciona o resultado como altamente detalhado para um fluxo tão rápido.
  • O primeiro “spa” previsto para 2027 deve reunir cerca de 10 máquinas e um pacote de bem-estar no mesmo local.

Se a Midjourney conseguir validar qualidade clínica, pode abrir uma frente rara: AI + hardware de diagnóstico como produto de consumo premium. Saiba mais.

🤝 OpenAI contrata Noam Shazeer, pioneiro de transformers e ex-liderança do Gemini

A OpenAI anunciou a contratação de Noam Shazeer, pesquisador que coassinou “Attention Is All You Need” (2017), trabalho que consolidou a arquitetura transformer por trás de boa parte dos chatbots e modelos modernos. A mudança é especialmente simbólica porque Shazeer vinha de uma posição de liderança no Gemini (Google), e sua trajetória recente já havia chamado atenção após o retorno ao Google — negociado com forte investimento — depois de ter fundado a Character.AI.

O movimento sinaliza que a disputa por talentos de ponta segue intensa, ainda que menos barulhenta do que grandes ondas de contratações vistas em outros ciclos. Na prática, contratar alguém com histórico de criação e escalonamento de arquiteturas centrais pode influenciar decisões de roadmap, eficiência de treinamento/inferência e a evolução de sistemas agentic com memória, ferramentas e raciocínio de longo horizonte.

Detalhes

  • Shazeer trabalhou no Google por anos e esteve no núcleo de pesquisa que definiu a base técnica de muitos LLMs atuais.
  • Ele também passou por ciclo “big tech → startup → big tech”, o que traz experiência tanto de produto quanto de pesquisa.
  • A contratação é um indicador do reposicionamento competitivo em 2026, com concentração de talentos em poucos laboratórios.

Para além do simbolismo, a chegada de Shazeer tende a impactar a velocidade de iteração em modelos e agentes, sobretudo em arquitetura e otimização. Saiba mais.

🎬 Palmier lança editor de vídeo “AI-native” com Claude/Codex dentro do app

A Palmier, startup apoiada pela Y Combinator, apresentou um editor de vídeo nativo para Mac que já nasce com AI no fluxo central: em vez de usar um chat separado, o usuário pode acionar Claude ou Codex para gerar, organizar e cortar trechos de vídeo diretamente dentro do editor. A proposta é reduzir a alternância entre ferramentas — algo comum para criadores que hoje escrevem prompts num lado, editam noutro e depois voltam para revisar.

Além da “camada agente” dentro do editor, a Palmier diz integrar modelos de vídeo populares para geração e manipulação de conteúdo, prometendo acelerar tarefas como seleção de takes, estruturação de timeline e criação de versões. O desafio será competir com players tradicionais (especialmente a Adobe), que também vêm adicionando automação e agentes às suítes criativas, com distribuição e base instalada muito maiores.

Detalhes

  • O foco é tornar comandos em linguagem natural parte do workflow de edição (organizar clipes, aparar, estruturar).
  • O produto é Mac-native e busca diminuir o “vai e volta” entre LLMs e ferramentas de criação.
  • O cenário competitivo aquece com a Adobe adicionando execução agentic em múltiplos apps criativos.

Se a experiência for realmente fluida, editores AI-native podem virar o padrão para produção rápida — principalmente para social e marketing. Saiba mais.

🩺 Estudo: modelo de reasoning ajudou médicos a encontrar 18 diagnósticos raros em casos difíceis

Um estudo envolvendo pesquisadores e clínicos (incluindo colaboração com a OpenAI) mostrou como um modelo de reasoning foi usado para reavaliar casos pediátricos de doenças raras que haviam permanecido sem diagnóstico mesmo após análise especializada. A abordagem não colocou a AI como “médico”: ela gerou hipóteses e trilhas de evidência a partir de dados desidentificados, e os médicos decidiram o que valia follow-up com testes e validação clínica.

O resultado reportado foi a confirmação de 18 diagnósticos adicionais após revisão e validação, num universo de centenas de casos difíceis. Isso reforça uma tendência pragmática na saúde: AI como “segundo leitor” incansável — especialmente útil quando sinais estão espalhados em notas clínicas, variantes genéticas e literatura médica em constante atualização — mas que exige governança forte para não virar atalho perigoso no consumo de informação de saúde.

Detalhes

  • O estudo reanalisou centenas de casos desidentificados e buscou gerar leads clínicos com evidências rastreáveis.
  • Os diagnósticos só foram considerados após revisão humana, testes e validação clínica, evitando “autodiagnóstico” pelo modelo.
  • A utilidade real está em triagem e organização de hipóteses para acelerar investigação médica, não em substituir atendimento.

A promessa imediata é reduzir tempo até o diagnóstico em doenças raras — desde que o uso seja integrado ao cuidado e com validação clínica rigorosa. Saiba mais.

🧩 Kimi Work adiciona “Goal Mode” para agentes de desktop trabalharem 24/7

A Moonshot AI anunciou um “Goal Mode” no Kimi Work, recurso que deixa o agente de desktop operando continuamente até atingir um objetivo definido pelo usuário. Em vez de rodar uma sequência curta e parar, o agente mantém o contexto do objetivo, avança em múltiplas etapas, entrega parciais e permite que o usuário redirecione a execução — um padrão cada vez mais comum em ferramentas agentic voltadas a trabalhos de longo horizonte.

A novidade mira tarefas que normalmente exigem acompanhamento manual: coletar informações, produzir entregáveis, revisar etapas intermediárias e repetir ciclos até chegar em um resultado aceitável. O ponto crítico aqui é a gestão de qualidade e segurança: quanto mais autonomia e tempo de execução, maior o valor — e também maior o risco de deriva, erros silenciosos e desperdício de tokens/tempo sem checkpoints claros.

Detalhes

  • O usuário define o objetivo e acompanha progresso, entregáveis e ajustes ao longo do caminho.
  • O foco é execução multi-step com persistência, útil para jobs longos que não cabem em uma única interação.
  • O recurso está em beta e reforça a corrida por agentes com maior autonomia e supervisão humana efetiva.

Agentes que “ficam trabalhando” mudam o custo operacional do conhecimento — mas exigem guardrails, logs e critérios de parada bem definidos. Saiba mais.

🧠 Adobe amplia Firefly AI Assistant para executar tarefas em vários apps criativos

A Adobe expandiu o Firefly AI Assistant para operar de forma mais “agentic” dentro do ecossistema Creative Cloud, permitindo que criadores descrevam um objetivo e deixem o assistente realizar tarefas em sequência em apps como Photoshop e Premiere (entre outros). Na prática, a empresa tenta transformar pedidos em linguagem natural em ações concretas, reduzindo microtarefas repetitivas e acelerando fluxos que antes exigiam dominar dezenas de menus e atalhos.

O update também adiciona novas “skills” criativas e aponta para integrações com ambientes de chat e produtividade mais amplos, o que sugere um futuro em que a criação visual pode começar fora do app e terminar com execução automatizada dentro dele. Para o mercado, isso pressiona startups de criação AI-native: competir não é só ter um bom modelo, mas também ter distribuição, integração e um workflow completo de ponta a ponta.

Detalhes

  • O assistente passa a realizar tarefas multi-etapas com foco em resultado, não apenas gerar sugestões pontuais.
  • A Adobe está transformando “ações” em unidades reutilizáveis dentro de uma suíte de ferramentas já dominante.
  • O movimento reforça a convergência entre criação e automação: menos cliques, mais intenção + execução.

Quem já vive no Creative Cloud tende a ganhar produtividade imediato; o próximo passo é tornar essas automações confiáveis e auditáveis em projetos reais. Saiba mais.

🧰 Dicas e links rápidos para testar hoje

Seleção das melhores ideias práticas e itens “rápidos” que apareceram nas seções de ferramentas e notas do dia — focando no que dá para experimentar ou acompanhar agora.

Detalhes

  • Codex Record & Replay: registre uma rotina uma vez e transforme em “skill” reutilizável para coding agents.
  • Perplexity Brain: memória autoaprimorável para agentes, com contexto por projeto e grafo de histórico.
  • Adobe Firefly Studio: hub criativo atualizado para geração e edição com AI em um só lugar.
  • Crosby: “agentic law firm” voltado a acelerar ciclos de contrato e assinatura para times de vendas.
  • Arena Leaderboards: acompanhe o reshuffle de rankings com novas categorias (incluindo agentes).
  • Agentic Resource Discovery (Google/Microsoft): especificação aberta para publicar/descobrir/verificar ferramentas e recursos de agentes.

Se você está montando um stack de agentes, priorize: repetição (skills), memória (contexto) e verificação (catálogos/standards). Saiba mais.

Nesletter gerada 100% por I.A.

Não perca o que vem a seguir. Inscreva-se em E aí, IA?:
← Mais recente E aí, IA? – Resumo do dia 22/jun/2026 Mais antigo → E aí, IA? – Resumo do dia 18/jun/2026
linkedin.com
pk2solucoes.com
Este e-mail chegou a você pelo Buttondown, a maneira mais fácil de lançar e expandir a sua newsletter.