primeira edição: links e um poema
5 links para você explorar no final de semana
Oi! Obrigado por ter se inscrito nesta newsletter. De vez em quando vou aparecer na sua caixa de entrada com uma coletânea de links e (mais raramente) te contando que escrevi algo novo no meu blog.
Devo enviar essa newsletter no final da semana, mas nem toda semana. Espero que novas edições sejam boas surpresas para você.
A ideia de escrever uma newsletter sempre esteve comigo, mas não tinha segurança de que teria regularidade. Um tempo atrás percebi que não preciso disso, afinal, é um hobby. Por quase 10 anos escrever fazia parte do meu ofício, então era natural eu encarar qualquer iniciativa do tipo com seriedade.
Sem mais delongas, aqui vão 5 links para você explorar no final de semana:
The Age of Average: sobre tudo se uniformizou e ficou sem personalidade. Desde a aparência a produtos de mídia, arquitetura, carros, entre outros;
The World Reveals Itself to Those Who Walk: quase sempre que ando pelo meu bairro a pé, vejo num prédio que não tinha notado, encontro um restaurante diferente, tenho mais tempo pra olhar o cãozinho passeando… A velocidade do carro rouba a possibilidade de reparar no mundo.
All Hail the Cloud: a produção da imagem como prioridade sobre a experiência e o culto à deidade contemporânea da nuvem.
Art But Make It Sports: perfil genial no Instagram com paralelos entre a arte e a fotografia esportiva;
Simply do nothing: entre e não faça nada.
Pra encerrar, o poema “The Thing Is” de Ellen Bass, porque é preciso lembrar que apesar de a vida não ter sido muito gentil nos últimos meses, podemos amá-la.
to love life, to love it even
when you have no stomach for it
and everything you’ve held dear
crumbles like burnt paper in your hands,
your throat filled with the silt of it.
When grief sits with you, its tropical heat
thickening the air, heavy as water
more fit for gills than lungs;
when grief weights you down like your own flesh
only more of it, an obesity of grief,
you think, How can a body withstand this?
Then you hold life like a face
between your palms, a plain face,
no charming smile, no violet eyes,
and you say, yes, I will take you
I will love you, again.